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Pagina Inicial arrow  ESPP - Nivel Fundamental arrow SAEB - Politicas Publicas -orcamento e financas arrow Portugues SAEB - Politicas Publicas -orcamento e financas 2004

Portugues SAEB - Politicas Publicas -orcamento e financas 2004 PDF Imprimir

Atenção:       As questões de números 1 a 6 referem-se ao texto que segue.


         Os burocratas internacionais − símbolos sem rosto da ordem econômica mundial − estão sendo atacados em todos os lugares. As outrora corriqueiras reuniões de tecnocratas obscuros para a discussão de assuntos rotineiros, como a concessão de empréstimos e de quotas comerciais, hoje se transformaram em cenário de ferozes brigas de rua e de enormes tumultos e protestos. As manifestações ocorridas durante a reunião da Organização Mundial do Comércio em Seattle, em 1999, foram um choque. Hoje, praticamente todas as reuniões importantes do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e da Organização Mundial do Comércio servem de cenário para conflitos e tumultos, nessa guerra contra aglobalização.
         As manifestações contra as políticas e as ações das instituições defensoras da globalização não são recentes. Há décadas, as populações no mundo em desenvolvimento protestam quando os programas de austeridade impostos a seus países se revelam severos demais, mas os protestos dessas pessoas praticamente não são ouvidos no Ocidente. O que é novo é a onda de protestos que vem ocorrendo nos países desenvolvidos.
         Os protestos provocaram um grande surto de autoanálise por parte dos detentores do poder em todo o mundo.Até mesmo políticos conservadores manifestaram preocupação pelo fato de a globalização não estar facilitando a vida daqueles que mais precisam dos benefícios por ela prometidos. Quase que da noite para o dia a globalização tornou-se o assunto mais remente da nossa época, algo discutido tanto em salas de reunião de conselhos de administração quanto nas principais colunas de jornais e nas escolas, em todo o mundo.


         (Adaptado de STIGLITZ, Joseph E. A globalização e seus
         malefícios. 4.ed. São Paulo: Futura, 2003. p. 29-30)

 

1 - No parágrafo 1, o autor

a) confere à atuação medíocre dos burocratas internacionais a responsabilidade pelos ataques à ordem econômica mundial.
b) estabelece, de maneira isenta, paralelo entre as bem-sucedidas ações de técnicos competentes e as discussões obsoletas de tecnocratas obscuros de antigamente.
c) menciona Seattle como referência da metamorfose ocorrida na reação popular aos encontros dos representantes da ordem econômica mundial.
d) considera o repúdio da opinião pública como reação legítima ao caráter abstrato de que se revestem as instituições financeiras.
e) deixa entrever a relação entre os conflitos populares e a transformação positiva nos modos de ação dos agentes da economia mundial.

 

2 - Considerado o contexto, é correto afirmar que, no segundo parágrafo,

a) está pressuposto que todos os países em desenvolvimento se encontram fora do Ocidente.
b) está subentendida a idéia de que a guerra contra a globalização existe há vários decênios.
c) supõe-se que o rigor excessivo é inerente a qualquer programa de austeridade imposto a países em
d) é levantada uma hipótese acerca da sucessão de queixas que têm lugar nos países desenvolvidos.
e) afirma-se, sem reservas, que as queixas provenientes de países em desenvolvimento são ignoradas no Ocidente.

 

4 - Examine o fragmento que segue:

                 Os burocratas intemacionais - símbolos sem rosto da ordem econômica mundial - estão sendo atacados em todos os lugares. As outrora corriqueiras reuniões de tecnocratas obscuros para a discussão de assuntos rotineiros, como a concessão de empréstimos e de quotas comerciais, hoje se transformaram em cenário de ferozes brigas de rua e de enormes tumultos e protestos. As manifestações ocorridas durante a reunião da Organização Mundial do Comércio em Seattle, em 1999, foram um choque. Hoje, praticamente todas as reuniões importantes do Fundo Monetário Intemacional, do Banco Mundial e da Organização Mundial do Comércio servem de cenário para conflitos e tumultos, nessa guerra contra a globalização.

Considerando o contexto é correto afirmar sobre os segmentos assinalados:

a) símbolos sem rosto equivale a "representantes degradados".
b) outrora poderia ser deslocado, para o início da frase, sem prejuízo do sentido original.
c) como foi empregado com o mesmo valor da conjunção encontrada na frase "Ela é bela como uma deusa".
d) durante expressa relação de simultaneidade.
e) para expressa idéia de "intencionalidade".

 

5 - A expressão do texto que está corretamente compreendida é:

a) burocratas internacionais = funcionários públicos de uma dada nação que exercem suas funções no
b) ordem econômica mundial = conjunto de prescrições com vistas à racionalização de recursos internacionais.
c) grande surto de auto-análise = significativo impulso no reconhecimento de culpa.
d) por parte dos detentores do poder em todo o mundo = proposto pelos governos ditatoriais internacionais.
e) tornou-se o assunto mais premente = passou a constituir-se como a questão mais crucial.

 

6 - É correto afirmar:

a) Transpondo para a voz ativa a frase Os burocratas internacionais estão sendo atacados em todos os lugares, obtém-se a forma verbal "atacaram".
b) Em Há décadas, substituindo o verbo "haver" por "fazer", a forma correta é "Fazem décadas".
c) Manifestos contra a globalização poderiam ser corretamente chamados de manifestos "antiglobalização", não "anteglobalização".
d) Em Até mesmo políticos conservadores manifes- taram preocupação pelo fato de a globalização não estar facilitando a vida daqueles que mais precisam dos benefícios por ela prometidos, "daqueles" refere- se a "políticos".
e) Na frase O que é novo é a onda de protestos que vem ocorrendo nos países desenvolvidos, a vírgula que se colocasse entre "protestos" e "que" não alteraria o sentido original.

 

7 - A conjunção mas está empregada de modo inadequado na seguinte frase:

a) Eram mãos de um velho trabalhador, mas não grosseiras nem muito enrugadas.
b) Era calmo, mas principalmente acolhedor.
c) Sempre teve sonhos, e muitos, mas poucos se tornaram realidade.
d) Diálogo mais de silêncios do que de palavras, mas muito eloqüente.
e) Ele é especialista no assunto que nos interessa, mas podemos confiar plenamente na sua opinião.

 

8 - A frase correta quanto à regência é:

a) O célebre burocrata expressou idéia totalmente diversa a do seu mais fiel discípulo.
b) Há certas questões globais que se chocam dois planos: o dos interesses internos e o dos interesses externos.
c) As manifestações citadas procuravam romper contra o conceito de que a globalização é remédio em todos os males.
d) A questão não é de instruir os homens a como gastarem bem seu dinheiro, nem de dizer-lhes em que devem acreditar.

e) A distinção em o que foi e o que é entendido como ação externa cooperativa foi fundamental na explanação acerca da globalização.

 

Atenção:      As questões de números 11 a 15 referem-se ao texto que segue.


        Todos dizem que a modernidade está em crise. É um lugar-comum, mas, como outros lugares-comuns, este pode ser até verdadeiro, desde que se entenda o alcance do diagnóstico.O que existe atrás da crise da modernidade é uma crise de civilização. O que está fazendo água por todas as juntas é o projeto moderno de civilização, que tem como ingredientes principais os conceitos de universalidade, individualidade e autonomia.
        O universalismo está sendo sabotado por uma proliferação de particularismos − nacionais, culturais, raciais e religiosos. Os nacionalismos mais virulentos despedaçam antigos impérios e inspiram atrocidades de dar inveja a Gêngis Khan. O acismo e a xenofobia saem do esgoto e ganham eleições.
        A individualidade submerge cada vez mais no anonimato do conformismo e da sociedade de consumo: não se trata tanto e pensar os pensamentos que todos pensam, mas de comprar os videocassetes que todos compram, nos aviões charter em que todos voam para Miami.
        Quanto à autonomia: a intelectual, por exemplo, baseada na visão secular do mundo, está sendo explodida pelo reencantamento do mundo, que repõe os duendes em circulação, organiza congressos de bruxas, associa-se ao guia Michelin para facilitar peregrinações esotéricas a Santiago de Compostela e fornece horóscopos eletrônicos a texanos omiciliados no Tibet.

 

        (Adaptado de ROUANET, Sérgio Paulo. “Iluminismo ou barbárie”,
        em Mal-estar na modernidade. 2.imp. São Paulo: Companhia das
        Letras, 2001, p. 9-10)

 

11 - No parágrafo inicial, o texto deixa claro que


a)  a verdadeira compreensão dos limites de uma previsão catastrófica implica acuidade, pois o que é dado
como verdade traduz somente triviais constatações.
b)  frases abusivamente repetidas expressam idéias generalizantes, por isso mesmo verificáveis nas situações mais rotineiras.
c) afirmações corriqueiras são passíveis de revelarem consistência, se forem consideradas em parâmetros
adequados.
d)  uma banal situação de desequilíbrio pode exceder os limites do corriqueiro e adquirir características de
verdadeiro diagnóstico de uma situação de crise.
e)  prognósticos baseados no senso comum não são confiáveis, pois desconsideram as variáveis mais
legítimas na caracterização dos temas.

 

16 - A frase totalmente correta quanto a pontuação, ortografia e acentuação é:

a) O nacionalismo cultural graça em muitos países: mal uma de suas variantes desaparece, outra emerge.
b) Uma das facetas do Brasil é a busca reverente de raízes, uma tentativa de revivescência das culturas a que o imaginário associa uma visão do paraíso.
c) Sua isenção ficou comprometida quando, subtamente, deu apoio aos que condenavam o despotismo.
d) Defendeu a idéia de que é imprecindível para a democracia garantir também, o acesso a escola, ao trabalho e ao laser.
e) A verdade é que, o bem estar do homem freqüentemente é avaliado por sua possibilidade de ascender socialmente, assim como, pelas condições de seu entorno.

 

17 - Consideradas as normas gramaticais quanto ao emprego e colocação de pronomes, a única frase INCORRETA é:

a) Sociedades menos livres, que suportaram opressores a humilhá-las, devem a eles o anseio por uma nova ordem, em cujas bases se apoiaram para submetê-los à lei.
b) O analista não respondeu a muitas questões sobre a citada crise, mas o fará assim que tiver mais tempo para esmiuçá-las aos interessados.
c) Muitas são as descrenças quanto aos valores da modernidade; na realidade, nem sabemos se os compreendemos bem, a eles, que configuram uma maneira de ver o mundo.
d) O fato de eles estarem propondo a reconsideração do conceito de liberdade não os faz defensores da tirania; pelo contrário, eles nos incitam a ampliar os limites daquela.
e) Se aquele que apresentava suas propostas buscava a atenção e o apoio dos participantes do congresso, não recebeu-os logo; precisou argumentar muito para lhes convencer.

 

18 - Das frases apresentadas, a única inteiramente de acordo com a norma culta da língua escrita é:

a) A expansão das garantias individuais em países ainda não desenvolvidos ocorreram, em grande parte, pela força com que foram defendidos pelos representantes de várias nações.
b) As condições materiais do trabalhador rural também sofreria mudança se lhe fosse oferecido, de maneira adequada, a liberdade de perseguir seu próprio interesse.
c) Se a grande massa dos trabalhadores urbanos estavam excluídos dos benefícios do progresso, tal situação poderia se modificar se fosse feito restrições à ação dos patrões.
d) Os defensores do principal argumento em favor da autonomia política houveram por bem difundi-lo nas áreas em que estavam previstas grandes manifestações contrárias a ela.
e) As próprias estimativas catastróficas, de cuja sombra aterrorizante ele sempre se safou, oferecia-lhe material que aos demais analistas nunca pareceram dignos de atenção.

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