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4 - No segundo parágrafo, para dar força ao aspecto pessoal, privado, que vé como causa da atração pelo esoterismo, o autor

a) se vale de farta adjetivação referida ao termo esotérico.
b) emprega reiteradamente pronomes possessivos.
c) se vale de advérbio de modo referido a profissional.
d) emprega com ironia o imperativo do verbo pagar.
e) emprega reiteradamente, como sujeito, o mesmo pronome pessoal.

7 - Está clara, coerente e correta a redação da seguinte frase:

a) Tem-se a impressão que as "provas" dos fenômenos esotéricos provêem muito mais da manipulação dos interessados do que constituem uma verdade
b) O autor do texto tem consciência de que, da perspectiva dos leigos, a atitude do cientista diante do "saber" esotérico é tida como "bitolada" e "inflexível".
c) Tendo em vista que a prática do esoterismo por vezes leva à auto-reflexão, deve-se ter em conta de que o autoconhecimento aprimora nossa existência.
d) Se tivessem evidências concretas dos fatos esotéricos, qual cientista não hesitaria em analisá- los à luz de uma metodologia comprovada?
e) Os físicos não se deixam seduzir pelo inesperado, ao contrário do que se pensa, pois não encontram grande satisfação em esclarecer as incógnitas?

 
10 - Considere as seguintes afirmações:

I. A astrologia é uma prática muito popular.

II. As colunas de jornal sobre astrologia são bastante consultadas.

I I I. A astronomia não desperta o mesmo interesse que a astrologia.

correta e coerente no seguinte período:

a) Que a astrologia é uma prática muito popular prova-o o fato de que suas colunas no jornal são bastante consultadas, ao passo que a astronomia não desperta o mesmo interesse.
b) Em razão de a astronomia despertar menor interesse que a astrologia, cujas colunas de jornal são bastante consultadas, esta representa uma prática muito popular.
c) A despeito de a astronomia não despertar o mesmo interesse, são bastante consultadas as colunas de jornal sobre a astrologia, que é uma prática muito popular.
d) São bastante consultadas as colunas de jornal sobre astrologia, conquanto a astronomia não desperte o mesmo interesse, pois aquela é uma prática muito popular.
e) É muito popular a prática da astrologia, não havendo o mesmo interesse pela astronomia, haja vista que são bastante consultadas as colunas de jornal sobre astrologia.


    Atenção: As questões de números 11 a 20 referem-se ao texto que segue.

                        Da incoerência de nossas ações

    Não é de espantar, diz um autor antigo, que o acaso tenha tanta força sobre nós, pois por causa dele é que existimos. Quem não orientou sua vida, de um modo geral, em determinado sentido, não pode tampouco dirigir suas ações.
Não tendo tido nunca uma linha de conduta, não lhe será possível coordenar e ligar uns aos outros os atos de sua existência. De que serve fazer provisões de tintas se não se sabe que pintar? Ninguém determina do princípio ao fim o caminho que pretende seguir na vida: só nos decidimos por trechos, na medida em que vamos avançando. O arqueiro precisa antes escolher o alvo; só então prepara o arco e a flecha e executa os movimentos necessários; nossas resoluções se perdem porque não temos um objetivo predeterminado. O vento nunca é favorável a quem não tem um porto de chegada previsto. (...)
        Nossa maneira habitual de fazer as coisas está em seguir os nossos impulsos instintivos para a direita ou para a esquerda, para cima ou para baixo, segundo as circunstâncias.
Só pensamos no que queremos no próprio instante em que o queremos, e mudamos de vontade como muda de cor o camaleão. O que nos propomos em dado momento, mudamos em seguida e voltamos atrás, e tudo não passa de oscilação e inconstância. "Somos conduzidos como títeres que um fio manobra", afirmou Horácio. Não vamos, somos levados como os objetos que flutuam, ora devagar, ora com violência, segundo o vento.
&(Montaigne, Ensaios)

11 - Nossas ações são incoerentes, segundo Montaigne,

a) porque somos produtos do acaso, que impede a constância de nossa vontade.
b) porque procedemos como o arqueiro que só se apresta ao tiro depois de se decidir quanto ao alvo.
c) quando procedemos como o pintor que se provê de tintas sem ter ciência do que irá pintar.
d) quando nos afastamos de uma linha de conduta porque decidimos por outra, que nos permite avançar.
e) quando reagimos à força do acaso, buscando ventos que favoreçam nossa chegada a um bom porto.

15 - "Somos conduzidos como títeres que um fio manobra."

Uma nova e correta redação da frase acima, que preserve o sentido original, está em:

a) Tal como os títeres que um fio manobra, assim somos conduzidos.
b) Somos títeres, tal como os conduzem o fio que os manobra.
c) Semelhantes a títeres, conduzem-nos o fio que os manobra.
d) Da mesma forma que se conduz os títeres, assim um fio nos manobra.
e) Assim como aos títeres se manobram, assim um fio nos conduz.

16 - Atente para estas duas frases: O arqueiro precisa antes escolher o alvo. O arqueiro determina antes a escolha do alvo.

É correto afirmar, em relação a essas frases, que

a) a palavra alvo tem idêntica função sintática em ambas.
b) em uma delas ocorre o emprego da voz passiva.
c) o alvo e a escolha do alvo são complementos verbais.
d) ambas são períodos compostos.
e) a palavra antes não exerce em ambas a mesma função sintática.

17 - O emprego e a grafia de todas as palavras estão corretos

a) Aquele que não descriminar bem suas metas sucumbirá aos tropeços nas pedras de que o acaso tão caprichosamente provém nosso caminho.
b) Se não nos atermos com firmeza às nossas próprias convicções, baudados serão os esforços que fizermos para chegarmos a um bom porto.
c) As ocorrências fortuitas que nos prejudicam são preferíveis do que aquelas que, por responsabilidade nossa, nos fazem sofrer.
d) Sentimos como algo inóquo o eventual sucesso de que desfrutamos sem que a ele tenhamos feito juz por nossos próprios méritos.
e) Ninguém deve proclamar-se infenso à força do estino, pois este constitui um inextricável processo que desafia o nosso arbítrio.

18 - As palavras arco e arqueiro

a) têm o mesmo radical, mas não constituem um exemplo de derivação.
b) têm a mesma desinência, mas não o mesmo radical.
c) têm o mesmo prefixo, mas não a mesma desinência.
d) exemplificam um caso de derivação, sendo a primeira palavra a primitiva.
e) constituem um exemplo de composição por justaposição.

19 - Está inteiramente adequada a pontuação do seguinte

a) No texto, a expressão porto de chegada, constitui uma das alegorias, de que se valeu Montaigne, para emprestar mais vivacidade às suas reflexões.
b) Há uma grande diferença, lembra-nos Montaigne, entre ir e ser levado: no primeiro caso, o indivíduo é ativo, no segundo, passivo.
c) Montaigne, como é de hábito, nos seus ensaios, recorreu a um filósofo clássico, no caso Horácio; a fim de dar força à sua linha de argumentação.
d) Quando há incoerência, em nossas ações, a culpa não deve ser imputada ao acaso mas sim, à falta de clareza, na determinação de nossas metas.
e) Um dos momentos mais interessantes desse texto, é aquele que valoriza a necessária segmentação do nosso caminho, em trechos bem determinados.
 

20 - Na frase mudamos de vontade como muda de cor o camaleão, o autor

a) estabelece uma comparação entre seres, sendo a volubilidade o termo comum.
b) se vale de duas formas do mesmo verbo para estabelecer uma oposição de sentido entre as ações representadas.
c) estabelece uma relação de causa e efeito entre duas ações.
d) emprega as palavras vontade e cor de modo estranho ao seu sentido literal.
e) emprega a palavra como para acentuar a idéia de uma proporção. leia o texto abaixo. leia o texto abaixo.


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