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Comércio
exterior: relação
entre os particulares de diferentes Estados, com o Estado
disciplinando-as.
Comércio
internacional: relação
existente entre os Estados, entes de Direito Público, entendida num
âmbito global.
Mercado:
qualquer combinação para reunir compradores e vendedores.
Pode ser classificado em função
de sua localização
geográfica ou pelo tipo de produto que
apresenta.
Condições básicas necessárias para a existência
de mercado:
1-
necessidade real
do produto no mercado;
2-
existência
do produto no mercado;
3-
criação
de condições para o consumo;
4-
criação
de comunicação entre o ofertante e o consumidor.
Após
serem satisfeitas tais condições
teremos o ciclo de marketing: um mercado em função do
produto.
No
sistema de mercado há basicamente três desvantagens:
1-desemprego-
o mercado está associado ao desemprego periódico de recursos, na
medida em que o padrão de vida de uma pessoa depende de sua renda,
obtida pelo trabalho.
2-
Princípios
morais e distribuição de renda- existe desconfiança a respeito do
modelo de planejamento do mercado, por causa das possibilidades de
ineficiência, sedução e lisonja que lhe são próprios. Pode haver
ausência de responsabilidade moral, sobretudo se a distribuição
de renda num determinado sistema acarretar pobreza.
3-Lixo-
os processos de produção criam males, como o lixo e um
sistema de mercado deve ter controle para a eliminação desses males.
Existe um
desequilíbrio entre as necessidades dos consumidores e os diversos
produtos colocados à disposição dos consumidores, fatores estes que
determinarão as combinações de mercado e o comportamento do
consumidor.
Mercados:
1-
Mercados primitivos-
a economia é basicamente de subsistência, níveis mínimos de
industrialização, renda muito baixa e alto nível de ocupação de
tempo de trabalho, restando pouco tempo para o comércio.
2-
Mercados
subdesenvolvidos-
caracterizados por contrastes, por aparecerem em países com riquezas
naturais e exportadores de um volume considerável
de tais recursos, geralmente em estado bruto. Há necessidade
de importação de equipamentos, um relativo avanço tecnológico no
setor agrícola e a existência de grandes latifúndios. O processo
industrial é bem pouco desenvolvido, a maioria dos produtos é obtida
através das importações. Grande parte da população, embora tendo
um nível de vida baixo, consegue consumir bens e serviços em estágios
mais avançados que nos mercados primitivos.
3-
Mercados semi-
industrializados- surgem as indústrias de beneficiamento
de algumas matérias-primas destinadas à exportação, como os
produtos minerais, madeira e borracha. Empresas estrangeiras exploram
o beneficiamento dos produtos existentes com participação de mão-de-obra
local. Uma grande parte da população tem renda muito baixa, não
tendo acesso ao nível de consumo da classe dominante. Ex: países da
OPEP.
4-
Mercados de
industrialização primária-
já aparecem as primeiras indústrias, que irão suprir as
necessidades de componentes e insumos das indústrias de
beneficiamento de matérias-primas já existentes ou que produzirão
itens para serem colocados no mercado de elite e no do resto da população.
Os proprietários dessas indústrias farão parte do contigente do
mercado dos produtos sofisticados, obtidos por meio das importações.
O processo de industrialização começa a crescer.
5-
Mercados em
desenvolvimento- com o
aumento da demanda de produtos de elite e a criação de novas
pequenas indústrias, as indústrias estrangeiras começam a se
instalar no país, abrindo a possibilidade de mais empregos e
recursos; porém o país ainda depende das importações de bens de
capital em geral e matérias-primas não existentes. Os produtos
nacionais são preferidos pelas classes média e baixa. A
classe alta prefere os produtos importados.
6-
Mercados desenvolvidos-
são países que exportam produtos industrializados em larga escala.
Geralmente dependem da importação de matérias-primas. Acabam
pagando estas importações com exportações do produto beneficiado,
com margem de rentabilidade bem vantajosa. O poder de renda é
geralmente uniforme.
Marketing
e política comercial
Marketing
é uma atividade tipicamente humana, dirigida para a satisfação das
necessidades e desejos através do processo de troca. Fundamento:
reside na criação de condições para alcançarmos o objetivo
desejado; todas as vezes que alguém sente a necessidade de obter
algo, um bem material ou serviço, haverá condições para o
marketing.
Dentro do
sistema de marketing, também definido como o sistema de administração
de mercados, existem outros fatores além da
relação vendedor x comprador. Destacam-se:
Fornecedores-
contribuem para o processo de marketing na medida em que são responsáveis
pelo suprimento de matérias-primas, insumos, máquinas e demais
necessidades de uma indústria.
Concorrentes-
são considerados o principal elemento inibidor do fluxo de consumo do
produto oferecido por determinada empresa em sua relação com o
mercado. Quanto maior a incidência de concorrentes, melhor deverá
ser a administração de marketing da empresa.
Fatores
diretos de influência- são
elementos que não possuem influência direta no processo de
relacionamento entre o vendedor (empresa) e o mercado, mas participam
de forma decisiva no sucesso ou não do empreendimento. Não estão
sob o controle da empresa. Podemos destacar:
I-Fator econômico-
se existirem riquezas e boa distribuição de renda num mercado, será
possível identificar um consumidor em potencial. É necessário o
poder aquisitivo para que haja possibilidade de consumo do produto
oferecido;
II-Fator governo-
através de leis e outros instrumentos legais, o governo pode inibir
ou incentivar a comercialização de um produto ou serviço, visando
evitar abusos por parte dos produtores;
III-Fator
social- os usos e costumes de um determinado local, que são variáveis,
determinam os produtos que serão aceitos pelos consumidores.
Agentes
de marketing- são todos os
elementos que participam diretamente do trabalho de relacionamento
entre a empresa e o consumidor. São os funcionários das empresas,
elementos e instituições pertencentes a terceiros, que criam meios
para o consumo, proporcionam transporte, financiam a produção e o próprio
consumo (ex: vendedores, atacadistas e veículos de comunicação);
Financiamento-
são os bancos, bolsas de valores, casas de câmbio e outras instituições
que, através de sua intervenção no sistema, buscam viabilizar o
consumo dos produtos, por meio de financiamento à produção ou ao próprio
consumidor.
Dentre
todos os componentes e agentes de marketing, é importante destacar a
atuação do fator governo, que pode traduzir-se na política
comercial do Estado. Principalmente em relações de comércio
internacional, este fator mostra-se essencial.
Em se
tratando de política comercial de um Estado quanto ao comércio
exterior, os governos tendem a usar tanto medidas qualitativas (que
influenciam os preços ) quanto as quantitativas
para a execução de sua política comercial. Diferentes
medidas que podem ser adotadas:
Monopólio
estatal- consiste em um órgão
do governo tomar a si as importações e as exportações. Tal medida
pode ocasionar que mercadorias que segundo a relação preço-custo
deveriam ser importadas passem a ser produzidas internamente, não se
tirando proveito das possibilidades de exportação, ou à importação
de bens que poderiam ser produzidos no próprio país.
A maioria dos governos se
limita a intervenções parciais e a correções parciais do sistema
de preços.
Tarifas-
é o instrumento mais usado. Consubstancia-se na imposição de um
imposto direto sobre os produtos importados. Pode também assumir a
forma de tarifa de exportação. É considerada um instrumento
qualitativo, por influenciar os preços do mercado sem determinar
diretamente a quantidade comprada ou vendida. Podem ser específicas,
quando representam um tributo sobre uma unidade física, ou ad valorem, quando representam uma porcentagem do preço.
Quotas-
são instrumentos quantitativos, por determinarem quantidades,
definidas pelo governo, que podem ser importadas ou exportadas. Podem
ser: globais, se a
quantidade for aplicada a todos os licitantes, ou nacionais, se
forem fixadas para cada país, separadamente. São instrumentos muito
mais rígidos que as tarifas, porque os parceiros internacionais não
podem influenciar a quantidade importada mediante a baixa dos preços.
Seu efeito protetor é muito maior, pois os produtores nacionais
preservarão uma parte de seu mercado e também o seu preço. São
geralmente concedidas ou fixadas por meio de licenças administrativas
e sua abolição tem sido
o objetivo principal dos acordos sobre comércio internacional desde
1945. A OMC deseja sua
completa eliminação. Existem as quotas voluntárias, que são
limitações das exportações pelos próprios governos dos países
exportadores, sob pressão dos países importadores.
Combinação
de dois métodos, como as quotas-tarifas-
é um dispositivo pelo qual certa quantidade de um produto pode ser
importada livremente, ao passo que é preciso pagar uma tarifa sobre o
restante, ou determinado
volume é taxado a nível inferior ao do restante.
Controles
monetários- são usados
para os mesmos fins das
quotas-tarifas, funcionando de maneira semelhante às tarifas e
quotas. A diferença está em que os controles monetários modificam o
preço da taxa de câmbio, a qual deve ser paga pelos bens
estrangeiros (modificando assim seu preço indiretamente), ou racionam
as divisas externas, que podem ser gastas com determinados bens,
limitando o volume de bens que podem ser importados.
Subsídios-
são pagos pelos governos aos exportadores para promover as exportações.
São proibidos pelos acordos internacionais, mas continuam a ser
amplamente utilizados de vários meios disfarçados.
Além
desses métodos existem outras barreiras aos fluxos comerciais entre
os países, como normas administrativas e sanitárias.
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